Semana Internacional de Música de SP traz debates, artistas e doc sobre Iggy Pop

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A contagem de tempo sequer chega aos 7 minutos e Iggy Pop diz, diante da câmera, o que há muito evitava fazê-lo. Mostra a fragilidade do homem escondido pelo próprio mito. É mais James Osterberg Jr., um homem de 79 anos, do que o sr. Pop, o ensandecido que se rasgou inteiro, saltitou por palcos de diferentes tamanhos por aí e construiu uma carreira de pelo menos quatro décadas.

“Queria ver se eu ainda era capaz”, diz Iggy, ou James, por fim, após um depoimento emocionante sobre a incapacidade dos Stooges, a banda que o lançou, ser capaz de criar algo digno da sua história. “Nossa zona de conforto era fazer valer aquilo que fizemos no passado.”

A abertura do documentário American Vahalla, obra que detalha o disco mais recente de Pop, criado em uma colaboração com Josh Homme, vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age, já entrega a jornada emocional percorrida pelos artistas nas cenas a seguir. Pop busca a redenção, mostrar-se capaz; Homme, por sua vez, vive o sonho e pesadelo de colaborar com seu ídolo.

Seguindo uma tradição, a Semana Internacional de Música de São Paulo, a SIM, realizada desta quarta, 6, a segunda-feira, 10, por toda a capital paulista, traz mais um aguardado documentário sobre uma estrela da música na sua programação – tal como fez com Oasis: Supersonic, sobre a banda dos irmãos Gallagher, e One More Time With Feeling, a respeito do ressurgimento de Nick Cave após a morte do filho dele. American Valhalla será exibido na Sala Lima Barreto, no Centro Cultural São Paulo, em 9 de dezembro, sábado, às 17h. O outro filme da programação, If I Think of Germany at Night, uma jornada pela música eletrônica da Alemanha, tomará a sala na sequência, às 19h. As entradas são gratuitas, mas 50% dos ingressos são destinados àqueles que estão credenciados para a SIM São Paulo – as pro-badges, como são chamadas as credenciais que dão acesso a todo o evento, estão no terceiro lote e custam R$ 350.

Convenção

A SIM chega seu quinto ano em 2017 com números que comprovam a eficiência da music convencion. A programação iniciada nesta quarta, com uma noite de shows de Ava Rocha e Jards Macalé, na Casa Natura Musical, inclui apresentações de 130 a artistas e bandas em 40 eventos espalhados por 20 casas de shows da cidade – e essa quantidade conta apenas com as performances noturnas. A programação completa do braço de shows da SIM, chamada SIM Live, também conta com os showcases diurnos, realizados entre 7 a 9 de dezembro, na Sala Adoniran Barbosa. Serão 27 apresentações, de 20 minutos de duração. Os shows se iniciam sempre às 15h e seguem em sequência até às 21h. A entrada é gratuita e liberada para o público – ou seja, a dica é quente para quem não irá participar da convenção, mas gosta de conhecer novos artistas.

Os outros dois braços da SIM são os chamados Convention e o Networking & Business. No primeiro, são realizados debates, workshops e palestras sobre o mercado da música. No outro, os credenciados (a expectativa é que, neste ano, sejam 2,5 mil) participarão de ações que visam conectar os interessados em música e estimular parcerias, com speed-meetings, coquetéis, pitches e por aí vai.

Por fim, para celebrar esta quinta edição será realizada a primeira edição do Prêmio SIM, que passará a ser anual, e selecionará nomes e iniciativas marcantes do mercado da música, dentro das categorias de projeto do ano, inovação, novo talento e contribuição à música. A programação completa da SIM está no site oficial do evento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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