Sindicância vai apurar caso de médico de UPA flagrado usando crack em Mococa/SP

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A Prefeitura de Mococa (SP) determinou a abertura de uma sindicância para apurar o caso de um médico que foi flagrado usando crack próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na noite de sábado (2). Segundo a empresa que administra a saúde na cidade, o médico havia saído do plantão há mais de 2 horas.

De acordo com a Polícia Civil, funcionários da UPA Dr. Amadeu Vieira Guerra acionaram a Polícia Militar por volta das 21h55. Quando os PMs chegaram ao local, encontraram o médico fazendo uso da droga.

Ele foi encaminhado para a delegacia de plantão, onde alegou ser usuário. Com ele, foram encontradas cinco pedras da droga, que pesaram 1,59 gramas.

O médico prestou depoimento e foi liberado. Segundo a Polícia Civil, o boletim de ocorrência foi registrado como porte de droga.

Comissão sindicante

Em nota, a prefeitura informou que foi determinada a abertura de comissão sindicante para apurar responsabilidade da Organização de Saúde (OS) em face da contratação de médico com problema de adicção (dependência química).

“As mais rígidas medidas serão adotadas para responsabilizar culpados bem como evitar de forma categórica que esse episódio se repita em nossa cidade”, diz o texto.

Medidas

A empresa esclarece que após ter realizado e já saído do plantão há mais de 2 horas, um médico foi abordado pela PM, que constatou haver entorpecentes em seu veículo. Cópias do boletim de ocorrência foram enviadas ao Cremesp, que realizará a apuração dos fatos.

Segundo a empresa, cabe ressaltar que, como é prática vigente e exigida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e Ministério da Saúde, a UPA dispõe, desde o início de suas atividades em Mococa, de comissões permanentes e ativas de segurança dos pacientes, com reavaliação periódica de condutas, prescrições e solicitações de exames por parte do corpo clínico através da comissão de reavaliação de prontuários.

Além disso, a contratação de médicos é realizada através de protocolo próprio, podendo os mesmos exercerem atividades com pacientes somente após apresentação de documentação pertinente, sendo que todos os médicos do corpo clínico não possuem nenhuma restrição por parte do Conselho Regional de Medicina.

Aproveitamos a oportunidade para ressaltar que o abuso de drogas lícitas ou ilícitas é um problema de saúde pública que atinge todos os níveis socioeconômicos e, por isso, temos desenvolvido e estimulado programas institucionais de recuperação e acolhimento de familiares e parentes de usuários.

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